sexta-feira, junho 12, 2026
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MIS recebe mostra especial sobre visões de futuro no cinema e na cultura visual

MIS recebe mostra especial sobre visões de futuro no cinema e na cultura visual

O Museu da Imagem e do Som (MIS) da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul recebe no próximo dia 12 de junho (sexta) uma programação especial que convida o público a refletir sobre como o futuro foi imaginado por diferentes épocas e culturas. A atividade reúne cine debate e a exposição “Futuros do Passado”, promovendo um encontro entre História, cinema e tecnologia.

Com entrada gratuita e aberto ao público, o evento acontece das 13h30 às 17h30, nas dependências do MIS, e tem como destaque a mostra “Futuros do Passado”, produzida por acadêmicos do 4º ano do curso de História da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul. A exposição apresenta diferentes representações do futuro construídas ao longo dos séculos XX e XXI, revelando como sociedades de distintas épocas projetaram seus sonhos, expectativas, esperanças e receios em relação ao mundo que estava por vir.

A proposta da mostra é estimular a reflexão sobre os imaginários de futuro presentes em diversas produções audiovisuais e culturais, evidenciando como a ideia do amanhã sempre esteve ligada às transformações sociais, tecnológicas e políticas de cada período histórico.

A programação também inclui a exibição do clássico “Metrópolis” (1927), dirigido por Fritz Lang e considerado uma das obras mais influentes da história da ficção científica. Lançado há quase um século, o filme imaginou como seria a sociedade do futuro e continua despertando debates sobre tecnologia, urbanização, desigualdades sociais e relações de trabalho.

Após a sessão, o público poderá participar de um debate com o historiador Roger Domenech Colacios, docente da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e pesquisador nas áreas de História das Ciências, História Ambiental e estudos do tempo presente. A discussão abordará os acertos e equívocos das projeções apresentadas em “Metrópolis”, bem como os medos, expectativas e visões de futuro que marcaram o contexto histórico em que o filme foi produzido.

A atividade integra as ações do grupo de pesquisa HIS.COM – Estudos em História Contemporânea, Comunicação e Tecnologias e da disciplina de História Contemporânea II da UEMS, fortalecendo o diálogo entre universidade, patrimônio cultural e comunidade.

Serviço

Cine Debate e Exposição – “Metrópolis: entre os acertos e erros sobre 2026”

Data: 12 de junho de 2026
Horário: 13h30 às 17h30
Local: Museu da Imagem e do Som de Mato Grosso do Sul

Entrada gratuita

Comunicação Setesc


Fonte: Governo do Estado de MS

Mato Grosso do Sul recebe 8,3 mil doses da vacina Pneumo 20 e amplia proteção contra doenças graves

Mato Grosso do Sul recebe 8,3 mil doses da vacina Pneumo 20 e amplia proteção contra doenças graves

Novo imunizante incorporado ao SUS protege contra 20 sorotipos da bactéria pneumococo e reforça prevenção de pneumonia, meningite e outras infecções graves

Mato Grosso do Sul recebeu nesta quarta-feira (10) o primeiro lote com 8.300 doses da vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20), novo imunizante incorporado ao SUS (Sistema Único de Saúde) para ampliar a proteção contra doenças graves causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae. As doses chegaram à Rede de Frio Estadual e serão distribuídas aos municípios conforme critérios estabelecidos pelo PNI (Programa Nacional de Imunizações).

A nova vacina representa um avanço importante na estratégia de imunização do país, ampliando a cobertura contra 20 sorotipos da bactéria pneumococo, principal causadora de doenças como pneumonia, meningite, otite média e infecções generalizadas que podem resultar em internações, sequelas e óbitos, especialmente entre crianças pequenas.

De acordo com a coordenadora de Imunização da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Ana Paula Goldfinger, a chegada da vacina marca um novo momento para a prevenção de doenças pneumocócicas no SUS.

“A Pneumo 20 é uma importante inovação incorporada ao calendário vacinal do SUS. Ela amplia significativamente a proteção oferecida às crianças e demais grupos contemplados, fortalecendo a prevenção contra doenças graves e contribuindo para reduzir internações e óbitos causados pelo pneumococo”, destaca.

MS recebeu 8.300 doses da vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20).

A distribuição aos municípios será realizada de forma proporcional ao quantitativo recebido e à população-alvo definida pelo Ministério da Saúde. Paralelamente, a SES promoverá orientações técnicas e capacitações para os profissionais de saúde sobre o uso da nova vacina e as estratégias de vacinação adotadas durante o período de transição.

“Em Mato Grosso do Sul, a chegada dessas primeiras 8,3 mil doses representa um passo importante para fortalecer a proteção da nossa população contra doenças pneumocócicas. Estamos trabalhando para garantir uma distribuição ágil aos municípios e apoiar as equipes de saúde nesse processo de implantação, assegurando que essa nova tecnologia chegue de forma segura e eficiente a quem mais precisa”, acrescenta Ana Paula Goldfinger.

Neste primeiro momento, a oferta da vacina pneumocócica no Estado ocorrerá de forma mista. Como o Estado ainda possui estoque da vacina pneumocócica conjugada 10-valente (VPC10), as doses remanescentes continuarão sendo utilizadas até o esgotamento do estoque, conforme orientação do Ministério da Saúde.

O novo esquema vacinal prevê a aplicação de uma dose da Pneumo 20 aos dois meses de idade, uma dose da Pneumo 10 aos quatro meses e uma dose de reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. Após o término dos estoques da Pneumo 10, o esquema passará a utilizar exclusivamente a nova vacina.

A vacinação com a Pneumo 20 contempla públicos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. Além das crianças menores de cinco anos, a vacina também será ofertada para povos indígenas maiores de cinco anos sem histórico de vacinação com pneumo conjugada, idosos acamados ou institucionalizados com 60 anos ou mais e pessoas com condições clínicas especiais atendidas nos CRIEs (Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais).

A expectativa é de que a nova vacina contribua para reduzir ainda mais a incidência de casos graves, internações e mortes relacionadas à doença.

Desde a introdução da vacina pneumocócica no PNI, em 2010, o Brasil registrou reduções expressivas nos casos de doença pneumocócica invasiva e meningite pneumocócica em crianças pequenas. Com a chegada da Pneumo 20 ao SUS, a expectativa é ampliar ainda mais esses resultados, fortalecendo a proteção da população e o acesso gratuito a uma tecnologia de ponta em saúde pública.

Kamilla Ratier, Comunicação SES
Fotos: Divulgação SES


Fonte: Governo do Estado de MS

Prevenção mora em casa: eliminar criadouros é a medida mais eficaz contra o Aedes aegypti

Prevenção mora em casa: eliminar criadouros é a medida mais eficaz contra o Aedes aegypti

Estado mantém vigilância permanente, mas participação da população segue indispensável para reduzir riscos

A presença de um simples recipiente com água parada pode parecer inofensiva, mas é suficiente para dar origem a centenas de mosquitos capazes de transmitir doenças que representam um desafio permanente para a saúde pública. Em Mato Grosso do Sul, onde dengue e chikungunya circulam, a prevenção continua sendo a ferramenta mais eficaz para reduzir riscos e proteger a população.

Embora o trabalho de monitoramento e vigilância seja realizado de forma contínua pelos serviços de saúde, especialistas alertam que a maior parte dos criadouros do Aedes aegypti ainda está dentro das residências ou em seus arredores. Por isso, atitudes simples adotadas pela população seguem sendo decisivas para interromper o ciclo de reprodução do mosquito.

Dados do último boletim epidemiológico divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) mostram que Mato Grosso do Sul registrou 5.134 casos prováveis de dengue em 2026, dos quais 1.184 foram confirmados. O Estado também contabiliza dois óbitos em investigação e, até o momento, nenhuma morte confirmada pela doença.

Os números reforçam a necessidade de manter a atenção durante todo o ano. Isso porque o Aedes aegypti encontra condições favoráveis para reprodução em diferentes períodos, especialmente em locais onde há acúmulo de água limpa e parada.

O secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões Corrêa, destaca que a prevenção depende da atuação conjunta entre poder público e sociedade. “Temos equipes atuando permanentemente na vigilância epidemiológica, no monitoramento dos casos e no apoio aos municípios, mas a participação da população continua sendo fundamental. A eliminação dos criadouros é uma responsabilidade compartilhada. Quando cada pessoa faz sua parte dentro de casa, contribui diretamente para a proteção de toda a comunidade”, afirmou.

A recomendação é que os moradores reservem alguns minutos por semana para vistoriar quintais, jardins, áreas de serviço e outros espaços que possam acumular água. Entre os principais locais que exigem atenção estão caixas d’água destampadas, calhas obstruídas, pneus, garrafas, recipientes descartáveis, vasos de plantas, ralos pouco utilizados e reservatórios de água para animais.

Além de reduzir o risco de transmissão da dengue, essas medidas ajudam a prevenir outras arboviroses – como a chikungunya e a Zika -, transmitidas pelo mesmo vetor.

Vigilância permanente

Paralelamente às ações desenvolvidas pela população, a SES mantém uma rede permanente de vigilância epidemiológica e entomológica em todo o território sul-mato-grossense.

O acompanhamento inclui a análise dos casos notificados, monitoramento da circulação viral, investigação de óbitos suspeitos, capacitação das equipes municipais e ações de controle vetorial. O Estado também utiliza ferramentas específicas para acompanhar a infestação do mosquito, como armadilhas de oviposição (ovitrampas), que permitem identificar precocemente áreas com maior presença do vetor e direcionar as estratégias de prevenção.

A secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, ressalta que o trabalho é realizado de forma integrada com os municípios. “Mato Grosso do Sul mantém um monitoramento contínuo dos casos e dos indicadores relacionados às arboviroses, além de diversas ações de vigilância epidemiológica e controle vetorial desenvolvidas em parceria com os municípios. Esse acompanhamento permanente permite identificar áreas de maior risco e fortalecer as estratégias de prevenção em todas as regiões do Estado”, explicou.

A eliminação dos criadouros é a medida mais eficiente para reduzir a população do mosquito. A orientação é para  que a população realize inspeções semanais nos imóveis, verificando qualquer objeto capaz de acumular água.

Entre os cuidados recomendados estão:

• Manter caixas d’água, cisternas e reservatórios sempre tampados;
• Limpar regularmente calhas e ralos;
• Descartar corretamente pneus, garrafas e recipientes sem uso;
• Colocar areia nos pratos de vasos de plantas;
• Tratar adequadamente piscinas;
• Evitar o acúmulo de materiais em quintais e terrenos;
• Permitir o acesso dos agentes de endemias durante visitas domiciliares.

A SES reforça ainda que pessoas que apresentarem sintomas como febre, dores no corpo, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele ou dores intensas nas articulações devem procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento.

Mais do que uma ação pontual, a prevenção precisa fazer parte da rotina. Afinal, eliminar um criadouro hoje pode evitar novos casos amanhã e contribuir para a proteção da saúde de toda a população sul-mato-grossense.

Kamilla Ratier, Comunicação SES
Fotos: Álvaro Rezende, Secom/MS (arquivo)


Fonte: Governo do Estado de MS

Rede Alyne amplia assistência materno-infantil e fortalece serviços especializados em MS

Rede Alyne amplia assistência materno-infantil e fortalece serviços especializados em MS

Nova estratégia do Ministério da Saúde prevê ampliação do cuidado humanizado, novos serviços e reforço financeiro para qualificar a rede materna e neonatal no Estado

Mato Grosso do Sul avança na implantação da Rede Alyne, estratégia nacional do Ministério da Saúde que substitui e amplia a antiga Rede Cegonha, com foco na qualificação da assistência materna e infantil. A proposta prevê novos serviços especializados, ampliação do financiamento e fortalecimento da atenção humanizada à gestante, puérpera, recém-nascido e criança em todas as regiões do Estado.

A iniciativa surge como resposta aos desafios persistentes relacionados à mortalidade materna e neonatal no país e propõe uma reorganização da rede de cuidados, com integração entre atenção primária, maternidades, ambulatórios especializados e serviços neonatais.

Novos serviços e ampliação da rede

Em Mato Grosso do Sul, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) elaborou, junto aos municípios, o PAR (Plano de Ação Regional) da Rede Alyne, documento que reúne as necessidades regionais e as propostas de habilitação dos novos serviços.

Entre as habilitações já aprovadas pelo Ministério da Saúde estão a AGPAR (Ambulatórios especializados para gestação e puerpério de alto risco) em Campo Grande, Dourados, Jardim e Três Lagoas. Os serviços terão atuação multiprofissional e serão referência para acompanhamento de gestantes com maior risco de complicações, fortalecendo a prevenção de óbitos maternos e complicações na gestação.

Também foram aprovados ambulatórios de seguimento para recém-nascidos e crianças egressas de unidades neonatais em Aquidauana, Jardim, Campo Grande, Dourados, Ponta Porã e Três Lagoas. A proposta é garantir acompanhamento especializado após a alta hospitalar, contribuindo para o desenvolvimento infantil e o cuidado contínuo das crianças de maior vulnerabilidade.

Outro avanço previsto é a implantação de Centros de Parto Normal intra-hospitalares em Sidrolândia, Dourados e Três Lagoas. Os espaços são voltados ao atendimento humanizado de gestantes de baixo risco, com incentivo ao parto normal e redução de intervenções desnecessárias.

Segundo a gerente da Rede Alyne em Mato Grosso do Sul, Helena Chulli Vieira, a implantação da estratégia representa um avanço importante na organização da assistência materno-infantil no Estado.

“A Rede Alyne fortalece uma linha de cuidado mais integrada, humanizada e regionalizada. O objetivo é garantir que mulheres e crianças tenham acesso a um atendimento mais qualificado, desde o pré-natal até o acompanhamento da criança após o nascimento, respeitando as necessidades de cada território”, destaca.

Mais recursos e fortalecimento da assistência

(UTI) NeonatalA Rede Alyne também traz atualização dos valores de financiamento de diversos componentes da rede materno-infantil, incluindo leitos de UTI neonatal, unidades intermediárias neonatais, leitos de gestação de alto risco, bancos de leite humano e casas de apoio para gestantes, bebês e puérperas.

Entre as mudanças está o aumento do incentivo para exames de pré-natal, que passa de R$ 55 para R$ 144,35 por gestante acompanhada, além da inclusão de novos exames e testes rápidos. O programa prevê ainda ampliação do acesso ao ultrassom obstétrico e fortalecimento do cuidado neonatal, especialmente para recém-nascidos prematuros e de baixo peso.

A estratégia inclui também financiamento para transporte inter-hospitalar especializado e fortalecimento dos complexos reguladores, com foco em atendimentos obstétricos e neonatais de urgência, garantindo maior agilidade e segurança nas transferências.

Para a coordenadora da Saúde da Mulher, Criança e Maternidade da SES, Renata Meireles, os investimentos representam um reforço importante para os municípios e para a assistência prestada às famílias.

“Além da ampliação dos serviços especializados, a Rede Alyne traz um olhar voltado para a qualidade do cuidado, para a redução das desigualdades e para o fortalecimento do atendimento humanizado. É uma estratégia que amplia o acesso e melhora a assistência em diferentes regiões do Estado”, afirma.

Cuidado humanizado e redução das desigualdades

Além da ampliação estrutural, a Rede Alyne reforça a humanização da assistência e o enfrentamento das desigualdades regionais e étnico-raciais relacionadas à mortalidade materna e infantil. A proposta prevê cuidado contínuo durante toda a gestação, parto, puerpério e primeira infância, com integração entre os diferentes níveis de atenção à saúde.

O modelo também fortalece estratégias já consolidadas no SUS (Sistema Único de Saúde), como o Método Canguru, os bancos de leite humano, o acompanhamento multiprofissional e o monitoramento de indicadores de qualidade da assistência.

Atualmente, a SES segue orientando e incentivando os municípios a concluírem os processos de habilitação no SAIPS (Sistema de Apoio à Implementação de Políticas em Saúde), etapa necessária para formalização dos serviços e recebimento dos recursos federais.

André Lima, Comunicação SES
Fotos: Bruno Rezende/Arquivo SES


Fonte: Governo do Estado de MS

Secretaria de Saúde realiza atendimento para escolha de armações de óculos

Secretaria de Saúde realiza atendimento para escolha de armações de óculos

A Prefeitura de Bonito, por meio da Secretaria Municipal de Saúde realizará, nesta quinta-feira (11), a partir das 7h30, o atendimento destinado à escolha das armações dos óculos para pacientes que realizaram a solicitação por meio de relatório social.

O atendimento será realizado no Posto de Saúde do CEM, localizado na Rua Cel. Pilad Rebuá, na região central da cidade, próximo à Papelaria Multiflores. Para participar, os pacientes deverão apresentar documento pessoal e a receita original, documentos indispensáveis para a realização do procedimento.

A Secretaria de Saúde informa ainda que os interessados em obter os óculos por meio do programa municipal devem realizar previamente o relatório social junto à assistente social do município. Esse atendimento também é realizado no Posto de Saúde do CEM.

Os pacientes contemplados devem ficar atentos à data e ao horário estabelecidos para garantir a escolha da armação e o andamento do processo de confecção dos óculos.

Mais informações podem ser obtidas diretamente na recepção da unidade de saúde.


Fonte: Prefeitura de Bonito – MS

Zé Teixeira cobra policiamento e cerco a receptadores em Campo Grande

Com foco na proteção do comércio local e na tranquilidade aos moradores, o deputado estadual Zé Teixeira (PL) exigiu nesta quarta-feira (10) o reforço imediato do policiamento ostensivo no Centro de Campo Grande. A cobrança, oficializada por meio de indicação na Assembleia Legislativa, mira a repressão estruturada ao furto de cabos de energia e propõe um cerco estratégico aos receptadores do material.

A mobilização responde a um cenário de insegurança crescente, documentado por dezenas de matérias veiculadas na imprensa e vídeos registrados pelas próprias vítimas. Durante pronunciamento na tribuna, o parlamentar destacou o peso econômico suportado pelos empresários, que lidam com aluguéis e impostos elevados enquanto amargam prejuízos diários causados por vândalos.

Zé Teixeira classificou a situação atual como assustadora e alertou para a degradação da região central, afetada de forma direta pela dependência química e pela ação de criminosos. Segundo o parlamentar, o custo de manutenção de um negócio se tornou insustentável diante da desordem. Ele apelou ao Governo do Estado, ressaltando a capacidade da gestão estadual para reverter o quadro. “Sei da competência do secretário de Segurança Pública e quero fazer esse apelo para mostrar a preocupação dos empresários, pois o Centro sofre com a falta de efetivo para trazer sossego”, afirmou o deputado.

O documento apresentado na Casa de Leis foi encaminhado aos secretários de Estado Rodrigo Perez Ramos (Governo e Gestão Estratégica) e Antônio Carlos Videira (Justiça e Segurança Pública). A medida solicita rigor nas ações operacionais. Zé Teixeira enfatizou que o poder público precisa atacar a raiz financeira do delito, focando em identificar e punir quem compra o cobre furtado, visto que a receptação alimenta diretamente o ciclo contínuo de criminalidade.

A escalada desse crime desde o início de 2026 resultou na triplicação das ocorrências em Campo Grande, com registros de prisões em flagrante de indivíduos portando armas brancas para a extração do cobre. O endurecimento das penas para furto e receptação de cabos elétricos aprovado no Senado oferece respaldo legal essencial, contudo, a efetividade da lei depende da presença policial nas ruas.

Para o parlamentar, a combinação de ampliação de forças-tarefas locais, uso de tecnologia de vigilância e fiscalização rigorosa constitui o caminho urgente para proteger o patrimônio privado, garantir oportunidades justas de trabalho aos comerciantes e devolver a dignidade à população sul-mato-grossense.

*Com informações de Fernanda Kintschner, da Agência ALEMS.


Fonte: Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul – ALEMS

Zé Teixeira cobra reforço no policiamento ostensivo no Centro de Campo Grande

Zé Teixeira cobra reforço no policiamento ostensivo no Centro de Campo Grande

Com mais de 20 matérias impressas publicadas pela imprensa sobre roubos e furtos na capital, o deputado Zé Teixeira (PL) usou a tribuna durante a sessão desta quarta-feira (10) para fazer um apelo ao Governo do Estado por mais Segurança Pública.

“Campo Grande era uma cidade maravilhosa, que tínhamos orgulho de dizer. Hoje o Centro da cidade está tomado pela droga e viciados. Coisas absurdas que estão acontecendo. Estamos vendo uma cidade estagnada, tomada por ladrões. O custo para uma pessoa ter o comércio central, o valor do aluguel, do IPTU, ninguém mais suporta viver num país com tanta desordem”, lamentou o deputado.

O parlamentar classificou a situação como “assustadora”. “Campo Grande é uma cidade que faz muito tempo que você não vê o nível que chegou agora, assustador. Sei da capacidade do secretário de Segurança Pública, quero fazer esse apelo ao Governo, trouxe essas matérias para mostrar a preocupação dos empresários, mostrando que o Centro está com falta de efetivo para trazer sossego. Estão roubando os fios, tem que pegar os interceptadores dos fios, isso não é tão difícil”, criticou Zé Teixeira.

Junior Mochi (MDB) concordou e disse que empresários do ramo da construção já relataram que a demora em emitir o habite-se, documento da prefeitura que atesta que imóvel está em condições de ser habitado, está causando transtornos pela quantidade de roubos de fios elétricos. “Sua fala é oportuna e isso afeta demais, principalmente aos que estão investindo, gerando empregos. É preciso tomar providência quanto ao que está acontecendo em Campo Grande”, ressaltou.

Delegado de carreira, o deputado Caravina (PSDB) explicou que quanto ao crime de receptação de fios a pena é branda. “Infelizmente receptação é um crime muito brando, com pena ínfima e isso não depende da gente, deputados estaduais, porque é alteração federal do Código Penal, tema federal.  Então precisamos trabalhar para pedir mais a polícia nas ruas. Sou da Segurança Pública desde 1990 e melhoramos muito de lá para cá, tivemos muitos avanços, mas sabemos que não tem segredo. Para ter resultado só tem duas formas: infraestrutura e efetivo. Estamos concluindo formatura de 400 policiais civis e esse número ainda não vai ser suficiente”, explicou.

Para Pedro Kemp (PT) a Segurança Pública deveria ter sido unificada. “A cidade está abandonada, isso é fato. Segurança Pública é de responsabilidade do Governo do Estado e eu lamento que Eduardo Riedel [PL] se uniu a outros governadores em oposição à PEC da Segurança Pública do presidente Lula [PT], que visava a integração das polícias civil e militar, de comando dos estados, junto à União com a Polícia Federal. Temos que resgatar isso, ia melhorar muito. Lamento nosso estado não ter apoiado esse somatório de esforços”, relembrou.


Fonte: Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul – ALEMS

Tecnofam 2026: transformação digital a serviço do campo vai ampliar eficiência dos serviços

Tecnofam 2026: transformação digital a serviço do campo vai ampliar eficiência dos serviços

A transformação digital a serviço do campo foi tema de seminário no primeiro dia da Tecnofam 2026. Esta inovação será usada na Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater). A atividade aconteceu no espaço Pitch Tecnofam, instalado no Pavilhão da Agricultura Familiar, em Dourados.

Organizado pelo Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) e Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) o seminário teve como tema  “Anater Tecnologias Digitais para Ater: Minha Ater Digital, IARAA e Meu Imóvel Rural”.

O encontro reuniu extensionistas da Agraer, gestores públicos, pesquisadores da Embrapa e representantes de instituições ligadas ao desenvolvimento rural para apresentar ferramentas digitais que prometem ampliar a eficiência dos serviços de assistência técnica, fortalecer a gestão das propriedades rurais e aproximar os agricultores familiares das políticas públicas.

A presidente da Anater (Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural), Loroana Coutinho, destacou que a transformação digital é um caminho sem volta e fundamental para ampliar o alcance das ações de Ater em todo o País.

“A agricultura familiar brasileira precisa estar inserida nesse novo ambiente digital. As plataformas que estamos desenvolvendo permitem maior integração de dados, acompanhamento das propriedades e monitoramento das ações de assistência técnica. A longo prazo, essas ferramentas vão possibilitar um cruzamento mais eficiente das informações, contribuindo para a formulação de políticas públicas mais assertivas, além de facilitar o acesso dos agricultores aos serviços oferecidos pelas instituições. O objetivo é que a tecnologia seja uma aliada da inclusão produtiva, social e econômica das famílias rurais”, afirmou.

Durante o seminário, a diretora-executiva da Anater, Ana Euler, ressaltou que a ampliação do acesso à assistência técnica precisa caminhar junto com a inclusão digital no campo.

“Temos o desafio de levar conhecimento de forma mais rápida e eficiente para quem está na ponta. Sabemos das dificuldades de conectividade e de letramento digital presentes na agricultura familiar e nas comunidades tradicionais, mas se não começarmos essa transformação agora, o distanciamento entre os pequenos produtores e os sistemas mais modernos de produção só tende a aumentar”, enfatizou.

Ana Euler também ressaltou que a inclusão digital precisa ser encarada como uma ferramenta de justiça social.

“A tecnologia pode ser um instrumento poderoso de transformação, especialmente para os jovens do campo. Mas, se não houver políticas públicas voltadas à inclusão digital, ela também pode ampliar desigualdades. Por isso, estamos construindo, em parceria com ministérios, instituições de pesquisa e entidades de assistência técnica, soluções que garantam conectividade, capacitação e acesso às ferramentas digitais para todos os agricultores familiares.”

Tecnologia

Lançada em abril deste ano, em Brasília, a plataforma Minha Ater Digital foi criada para impulsionar a transformação digital da Assistência Técnica e Extensão Rural no Brasil. Desenvolvida por meio de uma articulação entre o MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), por meio da SAF (Secretaria de Agricultura Familiar e Agroecologia), com apoio da Embrapa, Anater, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a plataforma reúne cursos, conteúdos técnicos, vídeos, trilhas de aprendizagem e ferramentas digitais em um único ambiente.

A plataforma conecta extensionistas, agricultores, pesquisadores e gestores públicos, integrando soluções já utilizadas pelo setor, como o Zarc, o Mecaniza e o e-Campo. A ferramenta também aborda temas estratégicos para a agricultura familiar, como agroecologia, bioinsumos, manejo sustentável e inovação produtiva, contribuindo para sistemas agrícolas mais resilientes e sustentáveis. O acesso é realizado por meio do Gov.br e, neste primeiro momento, está direcionado principalmente aos extensionistas e profissionais da Ater.

O coordenador de Articulação e Transferência de Tecnologia da Anater, Marcelo Alexandrino, explicou que a plataforma está em fase de aprimoramento e que a participação dos extensionistas é fundamental para aperfeiçoar a ferramenta.

“Esta primeira etapa é voltada especialmente aos extensionistas porque queremos construir uma plataforma cada vez mais alinhada às necessidades de quem está no dia a dia do atendimento aos agricultores. Estamos ouvindo sugestões, identificando pontos de melhoria e avaliando novas funcionalidades que podem ser incorporadas ao sistema”.

Outro destaque do seminário foi a apresentação da IARAA (Inteligência Artificial de Referência para Agricultura e Agroecologia) ferramenta desenvolvida pelo MST em parceria com a Marcha Mundial das Mulheres e a Associação Baobab.

“A IARAA nasceu da percepção de que a inteligência artificial precisa estar a serviço da agricultura familiar e da agroecologia. Ela foi construída para funcionar como uma ferramenta de apoio, reunindo conteúdos técnicos, científicos e experiências acumuladas por diversas instituições. Nosso objetivo é facilitar o acesso à informação confiável, permitindo que agricultores, extensionistas e organizações encontrem respostas de forma rápida e segura, fortalecendo a produção sustentável e a tomada de decisões no campo”, destacou a engenheira agrônoma Karen Oliveira, coordenadora do Plano Nacional Plantar Árvores, Produzir Alimentos Saudáveis e integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

O diretor-presidente da Agraer, Fernando Nascimento, destacou a importância da tecnologia como aliada para ampliar o atendimento aos agricultores familiares sul-mato-grossenses.

“Nosso grande desafio é fazer com que as políticas públicas cheguem a quem realmente precisa. Mato Grosso do Sul possui cerca de 70 mil agricultores familiares e, mesmo com uma equipe de aproximadamente 500 profissionais entre servidores e contratados, sabemos que não conseguimos estar fisicamente em todos os lugares ao mesmo tempo. Por isso, a Ater Digital é fundamental. Ela amplia nossa capacidade de atendimento, melhora a qualidade dos serviços e permite que o conhecimento chegue mais rapidamente ao produtor rural.”

Fernando também ressaltou que a tecnologia e a inteligência artificial já fazem parte da rotina da Agraer e podem contribuir para tornar os serviços públicos mais eficientes.

“Firmamos uma parceria com a Famasul para utilizar inteligência artificial no processo de ratificação dos imóveis rurais da faixa de fronteira. Um trabalho que atualmente pode levar até três meses será realizado em poucos dias. Estamos falando de análise documental que remonta ao século XIX. Essa inovação demonstra o potencial da tecnologia para aumentar a eficiência dos serviços públicos e reforça a importância de ampliarmos essas ferramentas também para a assistência técnica rural.”

O diretor-presidente lembrou ainda que a Agraer atua em três frentes estratégicas – assistência técnica, pesquisa e regularização fundiária – e reforçou a importância das parcerias institucionais para ampliar o alcance das políticas públicas.

“Temos uma estrutura comprometida, mas sabemos que os desafios são enormes. Por isso, iniciativas como a Minha Ater Digital e a IARAA são fundamentais para fortalecer o trabalho dos extensionistas e garantir que mais agricultores tenham acesso à informação, tecnologia e oportunidades de desenvolvimento.”

O seminário integrou a programação técnica da Tecnofam e reforçou o papel da inovação como instrumento estratégico para fortalecer a agricultura familiar, ampliar o acesso às políticas públicas e promover o desenvolvimento sustentável no meio rural.

 

Texto e fotos: Aline Lira, Comunicação Agraer

 


Fonte: Governo do Estado de MS

Centro Cultural José Octávio Guizzo recebe circuito de exposições que amplia espaço para experimentação nas artes visuais

Centro Cultural José Octávio Guizzo recebe circuito de exposições que amplia espaço para experimentação nas artes visuais
  • Publicado em 10 jun 2026

    por Daiana Schio •

  • A Galeria Wega Nery, no Centro Cultural José Octávio Guizzo, está recebendo o Circuito de Exposições Individuais do programa “Farol”, iniciativa que reúne produções de três artistas sul-mato-grossenses selecionados por convocatória pública e propõe um espaço dedicado à investigação artística, à experimentação e ao diálogo entre diferentes linguagens contemporâneas.

    Promovido pelo NAUS – Plataforma Sul-mato-grossense de Incentivo à Criação em Artes Visuais, o circuito apresenta os trabalhos de Leo Mareco, Gabiru e Sol Terena. O projeto foi contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), por meio da Prefeitura Municipal de Campo Grande e da Fundação Municipal de Cultura (Fundac).

    Com a proposta de transformar a galeria em um laboratório público de poéticas contemporâneas, o programa busca incentivar pesquisas artísticas que extrapolam suportes tradicionalmente associados às artes visuais, abrindo espaço para instalações, performances, objetos, processos experimentais e investigações em andamento.

    Para o curador Elias de Aquino, a iniciativa surge justamente para fortalecer produções que ainda encontram pouca visibilidade no cenário local. “O principal objetivo do Farol é incentivar uma produção que acontece através de procedimentos ainda pouco valorizados e difundidos no campo das artes visuais sul-mato-grossense”, explica.

    Segundo ele, a proposta vai além da apresentação de obras acabadas e busca estimular processos criativos e experimentações. “Quando falamos de procedimentos contemporâneos, estamos falando de linguagens novas, experimentais, que muitas vezes não têm espaço nas categorias de editais tradicionais e acabam não sendo abarcadas pela história da arte local. Almeja-se menos que sejam obras de arte finalizadas e polidas e mais que funcionem como pesquisas em andamento e experimentações”, destaca.

    Com a mostra, o Centro Cultural José Octávio Guizzo mais uma vez se coloca como espaço de encontro entre diferentes formas de expressão artística, oferecendo ao público produções que investigam questões sociais, identitárias, tecnológicas e culturais a partir de múltiplas linguagens.

    Os artistas

    O artista visual e arte-educador Leo Mareco apresenta a série “Fardo”, desenvolvida a partir de suportes como fotografia, arte digital, lambe-lambes e objetos cotidianos. A pesquisa aborda a exploração da força de trabalho e as relações entre corpo, cidade e memória.

    “Procuro evidenciar o corpo que sustenta a cidade. A série expõe, de modo quase irônico, o peso invisível do trabalho precarizado, um fardo coletivo que se disfarça sob a estética polida do consumo rápido”, afirma o artista.

    Representando a força e a permanência das culturas indígenas, Sol Terena leva à galeria uma produção baseada na tradição da pintura corporal e no uso do urucum. Moradora da Aldeia Tereré, em Sidrolândia, a artista, ilustradora e ativista constrói uma obra que dialoga diretamente com a cosmovisão de seu povo.

    “Quero trazer essa representatividade e a força dos povos originários”, resume.

    Já a artista Nayara Correa, conhecida como Gabiru, apresenta a exposição “território de dados”, investigação que articula cultura, tecnologia, memória, fronteiras e relações de poder. Entre as obras expostas estão instalações, fotografias e objetos que questionam os processos contemporâneos de captura, armazenamento e controle de informações.

    “A exposição propõe uma reflexão sobre as relações entre tecnologia, memória e poder, questionando o que acontece quando o território, o corpo, a imagem e até mesmo a fé passam a integrar redes contínuas de captura e processamento”, explica.

    Formação e acesso à cultura

    Além das exposições, o programa prevê ações formativas gratuitas conduzidas pelos artistas participantes. A iniciativa amplia o intercâmbio com a comunidade e reforça o compromisso com a democratização do acesso à arte contemporânea e à produção cultural sul-mato-grossense.

    Serviço

    Circuito de Exposições Individuais – Programa Farol

    Artistas: Leo Mareco, Gabiru e Sol Terena

    Curadoria e acompanhamento artístico: Elias de Aquino e Osmar Paulino

    Local: Galeria Wega Nery – Centro Cultural José Octávio Guizzo

    Endereço: Rua 26 de Agosto, 453 – Centro

    Entrada gratuita

    Márcio Breda/FCMS


    Fonte: Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul – FCMS

    Tecnofan 2026: cada receita conta uma história e todo sabor desperta uma lembrança

    Tecnofan 2026: cada receita conta uma história e todo sabor desperta uma lembrança

    Há alimentos que alimentam o corpo. Outros, antes mesmo da primeira mordida, despertam lembranças guardadas na memória. O cheiro do melado recém-preparado, a textura de uma cocada feita à moda antiga ou o sabor da rapadura podem transportar alguém para a cozinha dos avós, para o engenho da infância ou para tardes em família que pareciam eternas.

    Na Feira da Agricultura Familiar da Tecnofam 2026, os estandes dos produtores assistidos pela Agraer oferecem muito mais do que produtos artesanais. Cada receita carrega um pedaço da história de quem a produz e de quem a leva para casa. São tradições preservadas por gerações que continuam vivas por meio do trabalho no campo.

    Foi exatamente essa sensação que a agricultora familiar Cristiane Paula Moraes Vilasboas, do Assentamento Itamarati, em Ponta Porã, encontrou ao experimentar uma rapadura produzida pela Estância Engenho.

    “Eu já havia provado rapadura, mas não com essa textura nem com esse sabor. A cana-de-açúcar remete a muitas lembranças da infância. Hoje é difícil encontrar produtores que fabriquem rapadura, melado ou mesmo garapa. Quando encontramos uma produção como essa, ficamos muito felizes porque ela resgata experiências vividas na infância”, conta.

    Para Rosilda dos Santos Araújo, de Ribas do Rio Pardo, a surpresa foi descobrir novos sabores sem perder a conexão com o passado.

    “Eu nunca havia imaginado provar rapadura de limão ou de café. Gostei muito, comprei e vou levar para casa. A rapadura desperta muitas memórias afetivas em mim. Lembro do meu pai comendo rapadura com farinha, dos meus avós e da minha infância. Hoje estou levando rapadura de café, que foi uma novidade para mim.”

    Do outro lado do balcão, quem produz também reconhece o valor dessas lembranças. Adenilda Dantas de Medeiros, da Estância Engenho, diz que dificilmente alguém prova uma rapadura sem recordar alguém querido.

    “Dificilmente você prova rapadura e não se lembra de um parente ou de algum momento da infância. É um doce que traz sempre muitas memórias afetivas. O legal da Tecnofam é ver o feedback do cliente ao vivo, porque eles são o nosso norte”.

    Foi justamente buscando inovar sem romper com a tradição que surgiu a rapadura de café. “Sempre achei que a bebida combina muito bem com o doce. Inventamos a receita e deu super certo”, explica.

    No Quilombo São Miguel, em Maracaju, a produtora Joaquina Melo Gonçalves Flores Pereira mantém viva uma herança que começou muito antes dela nascer. As cocadas de frutas que produz hoje seguem uma receita ensinada por sua avó, Joaquina, descendente de quilombolas que, segundo a história da família, chegou de Minas Gerais e ajudou a formar a comunidade onde vivem até hoje.

    “Aprendi diretamente com ela, porque convivemos por muitos anos. Hoje, além de agregar valor à produção da propriedade, busco preservar essa tradição para que ela não se perca com o tempo.”

    As histórias contadas pela avó também permanecem presentes nas panelas. Entre elas, a narrativa sobre a origem da cocada, criada quando escravizados uniram o coco abundante no Brasil ao melado da cana-de-açúcar para produzir um alimento que ajudava na sobrevivência. Até hoje, Joaquina continua preparando versões com melado e rapadura, mantendo o modo tradicional de fazer.

    A assistência técnica da Agraer acompanha seu trabalho desde a produção na lavoura até a regularização da atividade, oferecendo orientações sobre adubação orgânica, Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) e apoio permanente ao desenvolvimento da propriedade.

    Em Deodápolis, Clarice Gonçalves de Souza carrega uma trajetória semelhante. Assistida pela Agraer desde 1989, ela aprendeu ainda criança a fazer açúcar mascavo, melado e rapadura no engenho da família.

    “Meus pais faziam, meus avós também faziam, e eu aprendi com eles. Quando era criança, já ajudava no engenho e participava do processo de produção.”

    Para ela, transformar essas receitas em fonte de renda representa a continuidade de uma história construída por gerações, embora exista uma preocupação natural sobre quem dará sequência ao ofício no futuro.

    “Tenho orgulho dos caminhos que meus filhos seguiram, mas também penso em quem continuará esse trabalho que faz parte da nossa história.”

    Já em Dourados, Fernanda Bastos enxerga um futuro diferente para o legado familiar. Em sua casa, fazer doces sempre foi tradição entre mãe, avó e irmãs. O bolo de mandioca, receita que aprendeu com uma das irmãs, já está sendo ensinado aos próprios filhos.

    “Tudo o que eu faço eles fazem, inclusive o de 12 anos. A maioria das receitas eles consegue dominar, então eu sei que a tradição está garantida por pelo menos mais uma geração.”

    Na Tecnofam, histórias como essas mostram que a agricultura familiar produz muito mais do que alimentos. Cada pote de geleia, cada pedaço de rapadura ou cada fatia de bolo leva consigo um patrimônio imaterial construído por famílias que transformam ingredientes simples em memória, identidade e pertencimento. Ao adquirir esses produtos, o visitante não leva apenas um sabor para casa, mas participa da preservação de conhecimentos ancestrais que continuam vivos graças às mãos de quem insiste em mantê-los.

    Tecnofam – A Tecnofam é resultado da atuação conjunta da Embrapa Agropecuária Oeste e instituições parceiras na busca por soluções alinhadas às demandas regionais e tem como foco a difusão do conhecimento e de tecnologias inovadoras e de baixo custo para fortalecer a produção da agricultura e da agroindústria familiar. A construção coletiva da Tecnofam é o que sustenta sua relevância e crescimento ao longo de suas edições.

    O evento é uma oportunidade para que os participantes tenham contato direto com soluções tecnológicas voltadas à sustentabilidade da agricultura familiar e possam realizar trocas, inclusive interinstitucionais, que atendam a suas demandas e necessidades. A realização de um evento desse porte somente é possível com parcerias de inúmeras instituições e organizações, que se unem em prol de um objetivo comum para fomentar o acesso ao conhecimento sobre tecnologias, produtos e serviços que favoreçam os produtores e envolvidos na cadeia produtiva da Agricultura Familiar.

     

    Texto e fotos: Ricardo Campos Jr, Comunicação Agraer

     

     


    Fonte: Governo do Estado de MS