Na manhã desta quinta-feira (19), equipes do SIG, do NRI e da 2ª Delegacia de Polícia de Três Lagoas, com o apoio da Polícia Penal, deflagraram a Operação Caronte, que investiga a morte de Kauã Ferreira da Silva, de 18 anos, morador de Chapadão do Sul.
O corpo da vítima foi encontrado semienterrado e em avançado estado de decomposição, na zona rural de Três Lagoas.
Na data dos fatos (22/05/2025), as investigações foram iniciadas pela SIG e pelo NRI, mesmo diante da total ausência de informações sobre as circunstâncias do crime e da complexidade na apuração da autoria.
Durante os trabalhos investigativos conduzidos pela SIG e pelo NRI, com apoio da 2ª Delegacia de Polícia de Três Lagoas, foram ouvidas dezenas de testemunhas, além da análise de imagens de câmeras de segurança e da realização de diligências com uso de tecnologia da informação e provas digitais, como quebra de sigilo de dados telefônicos e telemáticos.
As apurações indicaram, de forma inequívoca, o envolvimento de três indivíduos no crime, e que a motivação estaria relacionada a um acerto de contas em razão do envolvimento da vítima com facções criminosas, ocasião em que Kauã teria sido submetido a um chamado “tribunal do crime”.
Diante do conjunto probatório reunido, a Polícia Civil, através do SIG de Três Lagoas, representou pelas prisões dos suspeitos, bem como pela expedição de mandados de busca e apreensão.
Após manifestação favorável do Ministério Público, as ordens judiciais foram expedidas na data de ontem, pela Vara do Juiz das Garantias, Tribunal do Júri e Execução Penal da Comarca.
Na manhã de hoje, a operação foi deflagrada para o cumprimento dos mandados.
Um dos suspeitos foi preso em sua residência, enquanto o outro já se encontrava custodiado na Penitenciária de Segurança Média de Três Lagoas, onde, com o apoio de policiais penais, foi dado cumprimento ao mandado de prisão.
O terceiro investigado, também apontado como envolvido no crime, foi morto recentemente.
Durante as ações, foram apreendidos aparelhos celulares, que serão submetidos à análise pelos investigadores do NRI, mediante autorização judicial, com o objetivo de identificar a possível participação de outras pessoas no crime.




