Programa de Extensão Tecnológica da Semadesc se torna política pública permanente em MS
  • Publicado em 26 maio 2026

    por Marcelo Armôa, Assessoria de Comunicação da Semadesc •

  • A Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) participou no sábado (23), da inauguração do Horto de Plantas Medicinais e PANCs (Plantas Alimentícias Não Convencionais) e do viveiro de mudas da Escola Agrícola Barão do Rio Branco, no distrito de Rochedinho, em Campo Grande. O projeto reúne ensino, pesquisa, extensão tecnológica e geração de renda para agricultores familiares da região, sob coordenação da Dra. Silvia Heredia, em parceria com a Dra. Rosemary Matias, química responsável pelas capacitações voltadas ao beneficiamento de plantas medicinais. A ação integra um dos 88 projetos contemplados pelo edital de Extensão Tecnológica lançado pela Semadesc e pela Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul), em 2023.

    Durante a agenda, a secretária-executiva de Agricultura Familiar, Povos Originários e Comunidades Tradicionais da Semadesc, Karla Nadai, anunciou que o Programa de Extensão Tecnológica passará a integrar, de forma permanente, as políticas públicas do Governo do Estado. “Estamos muito entusiasmados com os resultados alcançados pelos projetos. A partir deste ano, o Programa de Extensão Tecnológica se torna uma política pública permanente do Governo do Estado, por meio da SEMADESC. A extensão tecnológica tem apresentado resultados extremamente positivos e comprovamos, na prática, que o investimento em conhecimento e inovação gera oportunidades reais para a agricultura familiar de Mato Grosso do Sul”, destacou.

    Karla Nadai também ressaltou o trabalho desenvolvido pela direção da Escola Agrícola Barão do Rio Branco, conduzida por Francisley Galdino. Segundo ela, a integração entre escola, estudantes, famílias e parceiros institucionais é um dos diferenciais da iniciativa. “É uma gestão voltada à construção de parcerias estratégicas e à aproximação da escola com a comunidade. Nesta visita vimos pais, alunos e instituições trabalhando juntos na construção do conhecimento e da inovação”, afirmou.

    Nesta primeira etapa, o horto recebeu mais de 400 mudas de espécies medicinais provenientes do Horto Florestal da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). O espaço também irá abrigar mudas produzidas pelos próprios estudantes da escola agrícola, que posteriormente serão distribuídas a agricultores familiares, fortalecendo alternativas de geração de renda e ampliando o acesso a plantas medicinais no Estado.

    Além da produção de mudas, o projeto desenvolveu uma série de capacitações com estudantes e agricultores familiares, incluindo cursos de desidratação de plantas medicinais, produção de aromatizantes sólidos, extração de ativos naturais e elaboração de cosméticos naturais. A proposta busca agregar valor à produção rural e estimular práticas sustentáveis alinhadas à bioeconomia e à agricultura familiar.

    Outro objetivo estratégico da iniciativa é contribuir para o abastecimento da Farmácia Viva, projeto vinculado ao Sistema Único de Saúde (SUS), atualmente em desenvolvimento em parceria entre a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), a Uniderp e a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul. O programa Farmácia Viva é reconhecido pelo Ministério da Saúde como política pública voltada ao uso seguro e racional de plantas medicinais e fitoterápicos na atenção básica.

    As PANCs também ganham destaque no projeto pelo potencial nutricional, ambiental e econômico. Segundo os pesquisadores envolvidos, essas espécies representam alternativas importantes para diversificação alimentar, fortalecimento da segurança nutricional e valorização da biodiversidade regional.

    A expectativa é que o novo horto se torne referência regional em educação ambiental, plantas medicinais e produção sustentável, funcionando como espaço de formação, intercâmbio de experiências e multiplicação de tecnologias sociais para outras escolas, associações e comunidades rurais de Mato Grosso do Sul.

    Marcia Brambila, SEAF


    Fonte: Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação – SEMADESC