Alunos da Apae de Corumbá participam de atividade na Galeria de Artes Visuais do Festival
  • Publicado em 15 maio 2026

    por Daniel •

  • O Festival América do Sul proporcionou um momento muito especial de inclusão social aos alunos da Apae de Corumbá. Acompanhados pelo professor Rafael Arnaldo Júnior, cerca de 20 alunos puderam participar de uma experiência muito interessante na Galeria de Artes Visuais do Festival.

    “Os alunos da Apae estão sendo recebidos para fazer parte deste trabalho de instalação, eles vão desenhar ao longo do casco do barco e vão escrever fitinhas de desejos, vai ter um momento de diálogo e logo eles vão participar da atividade. É um momento que a gente tem de fazer a integração dessas pessoas a um nível social, então nós temos que estar abertos para receber todos os públicos e todos os públicos fazerem parte das ações dentro do Festival, e a melhor maneira é convidar para que as pessoas integrem e façam parte”, diz Renan Reis, coordenador da Galeria de Artes Visuais do Festival.

     

    O professor Rafael Arnaldo Júnior, Diretor Pedagógico da Apae em Corumbá e Coordenador Estadual de Educação Física do Esporte de Lazer dentro das Apae, conta que recebeu o convite para trazer os alunos para participar da atividade. “Eles pediram pra trazer os alunos pra poder vivenciar o Festival e a atividade que seria desenvolvida aqui. É questão de inclusão. A gente necessita, né? Eles precisam. Acessar esses lugares, sejam festivais, sejam praças, muitas das vezes não teria oportunidade com a família e a instituição Apae, ela está dando essa acessibilidade de trazê-los até o evento”.

     

    A aluna Cassilene Soares Aguilera, de 33 anos, moradora de Corumbá, estuda desde pequena na Apae. Ela conta que está vendo muita coisa interessante no Festival. “Eu fico tão feliz que a escola está participando desse evento maravilhoso, trazer meus amigos e estar mostrando como que é um Festival América do Sul. E assim, é uma gratidão imensa de estar participando não só como eu venho com a escola, como eu venho com a minha família à noite, venho curtindo uma musiquinha boa e estar encontrando os amigos que estão aqui”.

    Ângelo André Alvarenga Santos, aluno da Apae de Corumbá, de 36 anos, disse que os alunos estão gostando da visita ao Festival. “Eu gostei das bandeiras da cidade estrangeira, estão fazendo visita aqui pra Corumbá, estão gostando e está vindo mais gente pra cá, pra Corumbá ainda, mais turista pra Corumbá. Só hoje que eu vim pra cá, só hoje. Então é uma oportunidade de conhecer, né?”

    A instalação na Galeria de Artes Visuais do Festival

    O Festival América do Sul deste ano está trazendo uma proposta de arte interativa para o público corumbaense e de trabalhar a questão da identidade, memória, patrimônio e material. A proposta é um trabalho que é uma instalação de arte interativa, que o nome se chama Inventário, madeira de dar nome e rede de amarrar desejo. A obra consiste em um barco de pescador que foi utilizado durante muitos anos, ele tem um registro, ele tem uma memória de ser utilizado enquanto um objeto. As redes também foram de pescadores, então elas têm esse registro da memória, elas têm um furo, elas têm o tempo que estão desgastando e elas se tornam um objeto de arte a partir do momento que elas são trazidas para esse festival e o público inteira. 

    Renan Reis, coordenador da Galeria de Artes Visuais do Festival, explica que a intervenção na instalação que os visitantes podem fazer é uma barragem desenhando no barco ou escrevendo seu próprio nome. “Por isso se chama madeira de dar nome, porque você vai aos poucos se inscrevendo dentro da madeira, se colocando ali, fazendo seu registro e a rede de amarrar desejo é uma ode ao banho de São João, as festividades religiosas de Corumbá e a ideia também de amarrar uma fitinha pensando em fazer um desejo, da mesma forma como um pescador às vezes pesca ao arremessar uma rede ou arremessar uma vara de pescar, ele tem um desejo de trazer um peixe, a mesma forma o público amarrando essa fitinha trazendo esse desejo de algo íntimo ou particular deles, nesse sentido e dar o nome é no sentido de deixar seu registro ali como parte da história desse barco. Isso qualquer pessoa vai poder participar”.

    Galeria de imagens

    Texto: Karina Lima

    Fotos Elias Campos


    Fonte: Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul – FCMS